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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (11/12) a Operação Ross, que tem como objetivo investigar o recebimento de vantagens indevidas por parte de três Senadores da República e três Deputados Federais, entre os anos de 2014 e 2017. As vantagens teriam sido solicitadas a um grande grupo empresarial do ramo dos frigoríficos que teria efetuado o pagamento, inclusive para fins da campanha presidencial de 2014.

Aproximadamente 200 policiais federais dão cumprimento a 24 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, e realizam 48 intimações para oitivas. As medidas estão sendo cumpridas no Distrito Federal e nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Tocantins, e Amapá.

A ação de hoje é um desdobramento da Operação Patmos, deflagrada pela PF em maio de 2017. Os valores investigados, que teriam sido utilizados também para a obtenção de apoio político, ultrapassam os R$ 100 milhões. Suspeita-se que os valores eram recebidos  por meio da simulação de serviços que não eram efetivamente prestados e para os quais eram emitidas notas fiscais frias.

São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

O nome da operação faz referência a um explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo localizada na Antártida fazendo alusão às notas fiscais frias que estão sob investigação.

Senador Aécio Neves (PSDB), que foi eleito deputado federal, no dia da votação em Minas — Foto: Reprodução/TV Globo

Não há detalhes ainda de que tipos de mandados, quantidade e quem são os alvos no Estado. O nome da operação faz referência a um explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo fazendo alusão às notas ficais frias que estão sob investigação. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e irmã dele, Andréa Neves, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, são alvos da ação.


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