PMA autua 27 por infrações ambientais e aplica R$ 70 mil em multas durante a operação Independência

A Polícia Militar Ambiental (PMA) encerramento nesta segunda-feira (11.9), às 8h, a operação Independência com o envolvimento de 342 policiais. Os trabalhos de fiscalização da operação começaram na quarta-feira (6.9), às 12h. Como em operações anteriores, nos feriados prolongados, todo o efetivo administrativo foi utilizado nos trabalhos.

Nos meses de setembro e outubro é comum ocorrer elevação do número de turistas nos rios praticando pesca, especialmente, em feriados prolongados. O aumento dos pescadores não se dá somente por ser os últimos meses de pesca aberta, mas porque os cardumes já começaram a se formar para a piracema e a captura é mais fácil. Em razão disso, é comum e importante a PMA manter o patrulhamento reforçado, com a finalidade de se prevenir a pesca predatória.

Durante esta operação, atenção especial também foi dada à prevenção ao crime de tráfico de animais silvestres, em virtude deste período crítico relativo ao tráfico de papagaios. Este é um período preocupante para a PMA com relação ao tráfico de animais silvestres, pois, de agosto a dezembro é o período de reprodução do papagaio que é a espécie mais traficada no Estado.

Equipes realizaram trabalhos preventivos em propriedades rurais na região principal do problema, que é a situada nos municípios de Jateí, Batayporã, Bataguassu, Ivinhema, Novo Horizonte do Sul, Anaurilândia, Santa Rita do Pardo, Nova Andradina e Brasilândia, além de Naviraí e Mundo Novo.

Durante a operação Independência foram autuadas 27 pessoas por infrações ambientais. Das 27 ocorrências, 18 foram por pesca, sendo 10 por crime de pesca predatória e oito por infração de falta de licença, o que não é crime. Destaca-se que, apesar de 18 autuados por pesca, apenas 39 kg de pescado foram apreendidos, demonstrando a eficiência preventiva da fiscalização.

Com relação à prevenção à pesca predatória, atenção especial foi dada na região na divisa de Mato Grosso do Sul com o estado de Mato Grosso, nos rios Correntes, Piquiri, São Lourenço e Paraguai, que devido a grande distância, pescadores costumam praticar pesca predatória. Equipes de Coxim autuaram cinco por pesca predatória nessa região durante a operação.

Seis caçadores foram presos. Sendo apreendidos quatro animais silvestres e 7,5 kg de carne, além de seis armas de fogo ilegais utilizadas nas caçadas.

Duas pessoas foram autuadas por desmatamento de área protegida de preservação permanente (APP) de matas ciliares de córregos. Uma máquina utilizada em um dos desmatamentos ilegais foi apreendida.

Um proprietário rural foi autuado por degradações por erosões na propriedade, devido à falta de cuidados com a conservação do solo.

Aplicou-se um valor total de R$ 70.225,00 em multas, com destaque para a multa de R$ 33 mil para caçadores que abateram animais silvestres na lista de espécie em extinção.

Com relação aos petrechos de pesca apreendidos, as apreensões foram dentro do que se costuma apreender em operações em feriados prolongados.

Por crimes de outra natureza adversa à ambiental, uma pessoa foi presa por porte ilegal de um rifle.


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