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A Polícia Federal deflagrou na data de hoje (12) a Operação purificação, com o apoio do Ministério Público Federal. A investigação tem o objetivo de combater a corrupção em licitação para a aquisição de refeições a pacientes e funcionários de hospitais de Dourados.

O esquema delituoso consistia em fraudes por meio de possível direcionamento na licitação e na execução do contrato com a Administração, causando prejuízos ao erário público de milhares de reais.

Oito equipes, compostas por 32 policiais federais, estão dando cumprimento a oito mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, todos expedidos pela Justiça Federal de Dourados/. Os crimes investigados são art. 171, parágrafo 3º (estelionato qualificado); art. 304 (uso de documento falso) e art. 288 (associação criminosa) , todos do Código Penal, e art. 90 da Lei 8.666/90 (fraude à licitação).

Purificação

O nome da operação refere-se a depurar, expurgar, sanear, os processos licitatórios no âmbito da Administração Pública de Dourados/MS com verba federal.

Empresa contratada para fornecer alimentos não possuía funcionários e equipamentos

A ‘Marmiquente’, empresa alvo da Operação Purificação, desencadeada na manhã desta terça-feira (12/2) em Dourados, foi contratada sem ao menos ter funcionários ou equipamentos.

Conforme a Polícia Federal, todos os oito mandados de busca e apreensão e um de prisão temporário, contra o proprietário do comércio, Ronaldo Gonzales Menezes, foram cumpridos.

TV RIT

Ainda de acordo com a PF, o processo licitatório que resultou no início das investigações ocorreu em 2017, já na gestão da prefeita Délia Razuk (PR).

O contrato foi firmado ao valor de R$ 1,8 milhão pelo período de um ano.

De acordo com as investigações, o esquema aponta para a criação da Marmiquente apenas para a participação da licitação.


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