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A professora filmada sendo agredida na saída da escola em Franciscópolis (MG) afirmou estar magoada e com medo de encontrar novamente a mulher que a espancou. Em entrevista ao UOL, Rosana Pereira conta estar com quadril, joelho, dedos e um olho machucados.

“Estou me sentindo com raiva, magoada, triste, com medo”, desabafou a professora. Segundo a secretaria estadual de Educação, a agressora é mãe de uma aluna de Rosana. O órgão não deu detalhes do motivo da confusão. O sindicato dos professores e a própria educadora afirmam que a filha teria dito em casa que foi maltratada pela educadora no colégio. Rosana nega.

A professora relata que estava dando uma atividade de avaliação na 6ª série da escola estadual Maria Silva Rocha, na manhã de terça-feira, quando uma das alunas teria insistido para deixar a aula, alegando que entregaria a tarefa no dia seguinte. Rosana conta que aceitou o pedido, mas ouviu a estudante falando em tom irônico que iria embora de qualquer jeito. “Ah, eu já ia mesmo”, falou a aluna, segundo a educadora. “Eu achei aquilo um desaforo”, explica. A professora alega que pediu para a aluna permanecer na sala, antes de liberá-la minutos depois. No período da tarde, a educadora foi chamada pela direção do colégio porque, segundo ela, a aluna disse para a mãe que havia sido maltratada. “Ela inventou tudo”, afirma a docente, que negou a acusação da aluna. O sindicato dos professores informou que outros alunos foram ouvidos pela direção e contestaram as acusações da mãe da aluna. Inconformada, a mulher teria esperado Rosana sair da escola, na tarde do mesmo dia, e partiu para as agressões físicas e verbais.

No vídeo, é possível ver uma garota chamando a mulher de mãe e pedindo para parar de bater na professora, mas a jovem não seria a aluna envolvida na confusão, mas uma irmã dela. Depois de ser derrubada três vezes, levar socos e puxões no cabelo, Rosana lembra que pediu para carona para um rapaz, que estava em uma moto do outro lado da rua, para levá-la à delegacia. Agora, ela teme reencontrar a agressora.

Eu tenho medo [de encontrar a mãe da aluna] porque pra mim ela é doida. Eu não revidei, não fiz nada.

Segundo a professora, a estudante que a acusou não foi à aula nos dias seguintes à agressão. Mas Rosana diz não ver problema em continuar lecionando na mesma sala da adolescente. “Eu quero continuar exercendo minha função, eu estudei pra isso, é meu sonho. Se a filha dela continuar na mesma sala, vou continuar tratando da mesma maneira que eu trato os outros. Não vai mudar nada pra mim”, afirma. A secretaria estadual de educação informou que o caso foi registrado na polícia e está apurando as circunstâncias.

A reportagem procurou a direção da escola e tentou localizar a defesa da agressora da professora, mas não obteve sucesso.

 


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