Entre quarta-feira e quinta-feira desta semana, um novo Decreto com medidas restritivas deve ser editado e publicado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, com flexibilização para os comerciantes. Em entrevista ao Jornal da Nova por telefone, o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende disse que o comércio não é o maior propagador do vírus da covid-19, e, sim as festas clandestinas que foram flagradas pelo Estado neste final de semana.
“Não é por Decreto mais rígido, não é pelo lockdown, o nosso povo parece que perdeu totalmente a capacidade de entender que eles estão se expondo à morte. Não vejo mais caminhos a serem tomados. Vamos continuar tomando as providências, alertando, é só o que podemos fazer. Vai morrer muita gente”, destacou Geraldo.
Segundo o secretário, o decreto será rediscutido, ver as ponderações do setor do comércio. “Sabemos que eles não são os responsáveis pelo aumento de casos. Os elementos mais importantes na propagação do vírus são as pessoas que fazem festas clandestinas, se aglomeram em suas casas, em praças públicas”, frisou.
“Na hora que precisar de uma vaga na UTI (Unidade Terapia Intensiva), aquele que está se expondo, certamente não vai encontrar, bem como medicamentos, aparelhos de intubação. É muito mais confortável o leito da sua casa do que da UTI, muito melhor usar máscara do que ser intubado. Se o povo quer se comportar como roleta russa, não há mais medidas, além dessas, a serem tomadas”, finalizou Geraldo Resende.
Imunização
Mato Grosso do Sul está em primeiro lugar, com 9,97% de vacinação da população geral do Estado referente a primeira dose (D1), seguido depois do Estado do Amazonas, com 9,87% e Bahia com 9,19%. O Estado também lidera quanto a segunda dose (D2) com 3,22%, depois vem o Amazonas com 2,96%, São Paulo com 2,98 e Roraima com 2,84%.





