Ao menos nove internos encontrados em uma clínica clandestina de recuperação, fechada nesta sexta-feira (13) em Nova Alvorada do Sul, foram levados inicialmente ao hospital municipal para atendimento médico e exames.
Após a avaliação hospitalar, eles devem ficar alojados em hotel, com acompanhamento da assistência social do município, que foi acionada para prestar suporte às vítimas. Segundo informações da Polícia Civil, os internos eram mantidos no local contra sua vontade. Um deles relatou ter sido agredido por um funcionário da unidade, que se apresentava como “comunidade terapêutica”.
A operação conjunta da Defensoria Pública e da Polícia Civil constatou que a clínica funcionava sem autorização judicial ou licença municipal. Também foi verificada a ausência de equipe médica ou profissional psiquiátrico responsável pelo acompanhamento clínico dos internos. Relatos indicam que a clínica adotava a prática de medicar os internos para mantê-los sedados.
Ainda segundo a polícia, os internos têm mais de 30 anos. O fechamento da clínica clandestina deu início a investigações sobre falsificação de documentos utilizados para justificar a internação dos pacientes. Os chamados “contratos” assinados por familiares apresentam indícios de adulterações, tanto nas datas quanto na manifestação de consentimento, comprometendo a legalidade do funcionamento da unidade.
As vítimas resgatadas receberão atendimento especializado e, após os cuidados, devem ser reinseridas ao convívio familiar. A Polícia Civil segue investigando as possíveis violações de direitos humanos no caso, com o acompanhamento de outros órgãos competentes.
Crédito Alvorada informa





