Vale do Ivinhema busca espaço em Brasília e Roberto Hashioka coloca experiência política a serviço de uma candidatura federal


Com décadas de vida pública, três mandatos como prefeito e experiência no Legislativo estadual, Roberto Hashioka coloca seu nome novamente na disputa por uma vaga em Brasília
O Vale do Ivinhema pode estar diante de uma das mais importantes disputas políticas de sua história recente. Em 2026, a região volta a discutir a possibilidade de conquistar uma representação direta na Câmara dos Deputados — e o nome de Roberto Hashioka surge no centro desse debate.

Com uma trajetória construída essencialmente na política regional, Hashioka chega à disputa federal carregando um histórico que inclui três mandatos como prefeito de Nova Andradina, passagem por diferentes funções na administração estadual e um mandato de deputado estadual.

Não se trata, portanto, de uma candidatura que começa agora. É uma trajetória política construída ao longo de décadas.

Três vezes prefeito e uma trajetória construída na região
Roberto Hashioka comandou Nova Andradina por três mandatos: de 2001 a 2004, de 2005 a 2008 e de 2013 a 2016. A trajetória é registrada oficialmente pela Câmara Municipal de Nova Andradina.

Ao longo desses períodos, consolidou uma carreira política diretamente ligada ao desenvolvimento do município e à região do Vale do Ivinhema.

Sua atuação também ultrapassou as fronteiras municipais. Hashioka ocupou funções no Governo de Mato Grosso do Sul e passou por áreas relacionadas à administração pública, regulação, infraestrutura e trânsito.

A experiência acumulada posteriormente chegou à Assembleia Legislativa.

Em 2022, foi eleito deputado estadual com 13.662 votos, passando a representar os interesses de diferentes regiões do Estado.

A primeira tentativa de chegar a Brasília
A busca por uma cadeira na Câmara dos Deputados não é novidade na trajetória de Hashioka.

Em 2010, ele já havia disputado uma eleição para deputado federal. Naquele pleito, recebeu 40.954 votos e terminou como suplente.

Dezesseis anos depois, a possibilidade de chegar a Brasília volta a fazer parte de sua trajetória política.

A diferença é que, agora, Hashioka carrega uma experiência ainda maior de administração pública e atuação parlamentar.

Infraestrutura e desenvolvimento regional no centro da atuação
Na Assembleia Legislativa, uma das áreas que ganhou destaque em sua atuação foi a infraestrutura.

Rodovias, pontes, logística e condições para o escoamento da produção são temas recorrentes nas demandas apresentadas pelo parlamentar.

Em 2025, por exemplo, Hashioka solicitou a pavimentação de trechos das rodovias MS-283 e MS-145, importantes para a ligação e o escoamento da produção na região de Jateí.

Também levou ao Governo do Estado demandas relacionadas à construção de pontes sobre o Rio Samambaia, buscando melhorar a ligação entre propriedades rurais, estradas vicinais e a MS-134.

É uma agenda que dialoga diretamente com uma das principais necessidades econômicas do Vale: infraestrutura para produzir, transportar e conectar os municípios da região.

O tamanho do desafio
A eleição para deputado federal, porém, apresenta um desafio diferente de uma eleição municipal.

O eleitor não escolhe um deputado federal apenas dentro de sua região. Todos os candidatos disputam votos em Mato Grosso do Sul, e as oito cadeiras do Estado são distribuídas pelo sistema proporcional.

Isso significa que uma candidatura regional precisa construir uma votação consistente no Vale, mas também ampliar sua presença para outras regiões do Estado.

É justamente aí que entra uma das principais perguntas da eleição de 2026:

o Vale do Ivinhema conseguirá reunir força política e eleitoral suficiente para transformar sua liderança regional em representação federal?

Um eleitorado que não pode ser ignorado
O potencial eleitoral da região é significativo.

A 27ª Zona Eleitoral, que reúne Ivinhema, Angélica e Novo Horizonte do Sul, possui mais de 33 mil eleitores. Nova Andradina acrescenta outros milhares de eleitores ao cenário regional.

Quando se considera ainda o conjunto de municípios ligados econômica e politicamente ao Vale do Ivinhema, forma-se um contingente eleitoral expressivo.

Mas existe um fator ainda mais importante: a capacidade de mobilização regional.

Uma candidatura que consiga reunir votos de diferentes municípios pode transformar a força eleitoral espalhada pelo Vale em uma votação regionalmente concentrada.

E essa é uma das questões que estarão em jogo em 2026.

Uma oportunidade para o Vale
Durante décadas, municípios do interior sul-mato-grossense enfrentaram o desafio de fazer com que suas demandas chegassem com força aos centros de decisão.

Ter um deputado federal identificado com a região significa, em termos institucionais, contar com um representante diretamente envolvido em debates nacionais e com acesso a instrumentos como emendas parlamentares e articulação junto aos ministérios e órgãos federais.

Isso não significa que uma eventual eleição resolveria automaticamente os problemas da região. Mas uma representação diretamente ligada ao Vale poderia ampliar o espaço político da região nas discussões sobre infraestrutura, saúde, educação, agricultura, segurança, logística e desenvolvimento.

É nesse contexto que a candidatura de Roberto Hashioka ganha dimensão regional.

De Nova Andradina para Brasília?
A história política de Hashioka começou no município que é um dos principais polos do Vale do Ivinhema.

Passou pela Prefeitura, pelo Governo do Estado e pela Assembleia Legislativa. Agora, coloca novamente seu nome diante do eleitorado sul-mato-grossense para uma disputa federal.

A pergunta que ficará para o dia 04 de outubro não é apenas quantos votos Roberto Hashioka poderá conquistar.

É também se o Vale do Ivinhema está disposto a transformar sua força política e eleitoral em uma voz própria no Congresso Nacional.

A eleição de 2026 poderá representar, para a região, mais do que uma disputa individual.

Poderá ser uma oportunidade de discutir um projeto de representação regional — e de avaliar se, desta vez, o Vale conseguirá ocupar um espaço que há anos busca no cenário político de Mato Grosso do Sul.

A resposta estará nas urnas.