Lula envia ao Congresso projeto que acaba com escala 6x1; texto irá tramitar em regime de urgência


O presidente Lula enviou ao Congresso Nacional, nesta terça-feira, projeto que estabelece o fim da escala 6x1, modelo no qual se trabalha por seis dias na semana para um de folga. De acordo com a Casa Civil, o texto está sendo encaminhado em regime de urgência constitucional, que acelera a sua tramitação. Por esse modelo, é necessário votar o tema em até 45 dias na Câmara, sob risco de trancar a pauta. A íntegra da proposta não foi divulgada.

Em publicação nas redes sociais, Lula disse que o projeto reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem qualquer redução no salário.

"A proposta devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras: tempo para ver os filhos crescerem, para o lazer, para o descanso e para o convívio familiar. Um passo para um país mais justo e com mais qualidade de vida para todos", afirmou.

Mais cedo, Lula se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir o assunto. No encontro, ficou acertado que Motta, o novo ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, e o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), discutirão como o tema será tratado na Casa.

A Câmara já tem uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) em andamento.

— Discutimos como encaminhar a questão do fim da escala 6x1. Presidente disse que fazia questão de encaminhar o projeto do governo, disse que ia mandar nesta semana. O presidente Hugo disse que existe uma PEC na Câmara tramitando sobre o esse tema. Combinamos que Hugo, Guimarães e eu vamos dialogar para construir uma forma de como tramitará a PEC e o projeto do governo. Vamos conversar para construir como será essa tramitação — disse o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS) ao GLOBO.

No encontro com Motta, Lula disse que a propositura do projeto pelo governo tem caráter mais simbólico e político. Ele argumentou que a proposta faz parte da sua trajetória, ligada à atuação como sindicalista.

hou tração política nas últimas semanas.

O Globo