Vítima de feminicidio - Polícia invega violação de túmulo e necrofilia em cemitério


A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Delegacia de Eldorado, informa que instaurou procedimento investigativo para apurar a violação do túmulo de Vera Lúcia da Silva (42), vítima de feminicídio ocorrido no último dia 12 de abril de 2026.

Na manhã desta quarta-feira (15), por volta das 07h, a Polícia Militar foi acionada após denúncia de que o sepulcro da vítima havia sido violado. No local, foi constatada a irregularidade, sendo imediatamente acionadas a perícia criminal e a funerária para adoção das providências cabíveis.

Durante as diligências iniciais, surgiram indícios de que o autor possa ter praticado ato ilícito de extrema gravidade envolvendo o cadáver (necrofilia), circunstância que será devidamente apurada no curso da investigação, com o devido respaldo técnico-pericial. Ressalta-se que o caso guarda possível relação com o feminicídio ocorrido na noite de 12 de abril de 2026, quando a vítima foi encontrada em óbito juntamente com seu ex-companheiro, em contexto de violência doméstica.

As investigações já foram iniciadas para identificar a autoria, esclarecer as circunstâncias dos fatos e responsabilizar criminalmente o (s) envolvido (s). Por se tratar de investigação em andamento, não serão repassados do caso, para não prejudicar os trabalhos policiais.

A Polícia Civil reforça seu compromisso com a elucidação dos fatos e a responsabilização dos autores, destacando a gravidade do ocorrido e a necessidade de rigor na apuração.

O CRIME 

Servidora da Secretaria Municipal de Educação, Vera Lucia foi morta com dois tiros pelo ex-companheiro dentro da própria casa. Após o crime, o autor tirou a própria vida no quintal da residência. A cena foi presenciada pela filha do casal, de 9 anos.

O feminicídio já havia sido classificado pelas autoridades como de extrema brutalidade. Vera e o agressor mantiveram um relacionamento por 13 anos e estavam separados havia oito meses, período marcado por conflitos e registros de violência doméstica. A vítima chegou a solicitar medida protetiva.