Policial
Cláudio Castro é alvo de operação da PF contra aportes do Rioprevidência no Banco Master
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) está entre os alvos da oitava fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal) na manhã desta terça-feira (26). A nova etapa investiga possíveis transferências de recursos do estado fluminense para fundos vinculados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.
A gestão Castro teria direcionado cerca de R$ 3 bilhões ao conglomerado controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, por meio de diferentes movimentações financeiras. Os recursos seriam oriundos do Rioprevidência, que gerencia os pagamentos feitos a aposentados e pensionistas do estado.
Essa é a segunda vez em 11 dias que Castro é alvo de buscas da PF. Em 15 de maio, durante a Operação Sem Refino — que investiga possíveis ligações da gestão do ex-governador com o Grupo Refit —, os agentes apreenderam o celular e um tablet do ex-governador.
A PF cumpre 10 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no estado do Rio de Janeiro, com o imóvel de Casto, na cobertura de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, entre os locais visitados pelas equipes de investigadores. A autorização para a força-tarefa partiu do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).
As apurações também ocorrem como desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aplicações consideradas suspeitas feitas pelo Rioprevidência em letras financeiras do Banco Master. Essa apuração investiga ex-presidentes, diretores e gerentes de investimentos do Rioprevidência, além de possíveis conexões com executivos do Master.
Entre outubro de 2023 e julho de 2024, os investimentos chegaram a cerca de R$ 970 milhões, com vencimentos previstos para 2033 e 2034.
Nesta nova fase da Compliance Zero, os policiais ainda analisam o aporte de R$ 2,01 bilhões feitos a partir de julho de 2024 em fundos de investimento ligados à mesma instituição financeira, o que elevou para cerca de R$ 3 bilhões o total transferido pelo Rioprevidência.
A PF investiga os seguintes possíveis delitos: crime contra o SFN (Sistema Financeiro Nacional; gestão fraudulenta; desvio de recursos; indução a erro de repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor; associação criminosa; e corrupção passiva.
Advogado de Castro, Carlo Luchione afirmou que acompanha as buscas, mas ainda não teve acesso à decisão do STF que dá mais detalhes sobre as investigações.
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