Mais uma morte no anel viário de Três Lagoas na madrugada deste sábado reacende alerta sobre trecho perigoso


Mais uma vida foi perdida no trânsito de Três Lagoas. Na madrugada deste sábado (19), o motorista José Gerlanio Gomes Ribeiro, de 32 anos, morreu após o Peugeot que conduzia atingir a traseira de uma carreta no anel viário da BR-262, nas proximidades do Posto Real.

O acidente aconteceu por volta das 4h15. Com a força da colisão, o carro ficou completamente destruído. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionadas, mas encontraram a vítima já sem vida. A dinâmica da batida e as circunstâncias que levaram ao acidente ainda serão investigadas.

UM TRECHO QUE VOLTA A ENTRAR NO RADAR

A nova ocorrência chama atenção para um trecho que há anos é marcado por acidentes e que é considerado preocupante por quem utiliza a rodovia diariamente.

Em 2023, dados da Polícia Rodoviária Federal apontaram 183 acidentes e 22 mortes no trecho da BR-262 entre Três Lagoas e Campo Grande. Somente no perímetro urbano de Três Lagoas, entre os quilômetros 1 e 16, foram registrados 47 acidentes, com 49 pessoas feridas e quatro mortes naquele ano.

Ainda em agosto de 2023, uma sequência de acidentes chamou atenção na BR-262. Em apenas um dia, quatro ocorrências foram registradas na rodovia, incluindo uma colisão traseira envolvendo um carro e uma carreta na região de Três Lagoas. Na época, a rodovia chegou a ser chamada de “Rodovia da Morte”.

MAIS UMA FAMÍLIA QUE FICA COM A DOR

Agora, em 2026, outra família recebe a notícia que ninguém gostaria de receber.

José Gerlanio tinha 32 anos e era natural do Ceará. A morte dele transforma mais uma ocorrência de trânsito em uma história de dor e reforça a necessidade de atenção redobrada de quem passa pelo trecho.

O acidente desta madrugada ainda será esclarecido pelas autoridades. O local foi isolado para o trabalho da Polícia Civil e da Perícia Criminal.

A pergunta que fica, diante de mais uma morte, é simples: Quantas vidas ainda serão perdidas até que esse trecho receba uma atenção definitiva para reduzir o risco de novos acidentes?

Mais do que números em estatísticas, são pessoas, famílias e histórias interrompidas no caminho.

Credito TL notícias